O Que o Mercado Espera de Um Engenheiro

A seguir deixaremos uma descrição breve do que o mercado espera de um engenheiro.

Em tempos de crise temos que ter tempo de cuidar da nossa carreira. Cuide da sua, aproveite, quando a onda voltar terá muito trabalho.

Prepare-se!

 

SUSTENTAÇÃO DE RESULTADOS

– Maturidade Funcional

– Qualidade no Trabalho

– Trabalho em Equipe

– Comunicação

 

ADAPTAÇÃO DE CONCEITOS

– Internacionalização

– Base de Economia

– Capacidade de Gestão

– Visão Estratégica

 

CRIAÇÃO DE FUTURO

– Aprimoramento Pessoal

– Disposição para Mudanças

– Conduta Empreendedora

– Negociação

 

A Engenharia e a Crise

Estamos vivendo momentos de extrema insegurança na economia do nosso país e a carreira de engenharia não têm como ficar imune a este cenário.

Esta insegurança nos deixa pensativos e sem saber o que fazer e qual será o cenário no futuro. Neste e-book, tentaremos desvendar um pouco os acontecimentos e traçar um cenário sobre as tendências de mercado para o setor.

Que o momento é de crise todos sabemos. Possivelmente temos o PIB comparado a países em situação de pós-guerra. Em 29 de janeiro de 2016, o jornal Bom Dia Brasil anunciou que 1.700.000 brasileiros ficaram desempregados em 2015. Foi o maior número em 14 anos, atingindo todo o mercado, inclusive o da engenharia, antes em plena disputa pelas empresas.

No mercado da engenharia civil, os recém-formados que , que até pouco tempo podiam escolher onde queriam trabalhar, agora estão tendo grandes dificuldades para encontrar uma vaga.

Cerca de três anos atrás, uma grande empresa contratava TODOS os seus estagiários assim que concluíssem seus cursos. Isto fez com que vários estudantes apostassem na  carreira de engenharia e agora sofrem os efeitos da recessão.

Em 2015 o número de engenheiros demitidos foi MAIOR que os contratados. Isso é um balde de água fria nos sonhos de muitos engenheiro em início de carreira, estudantes e até mesmo profissionais mais experientes.

Esta realidade se posiciona neste momento em que a crise se mostra consolidada e com muita força., veja o cenário ANTES  DA CRISE:

Entre os anos de 2003 e 2013, a ascensão do número de postos de trabalho foi fantástica conforme demonstra o gráfico acima.

Além dos que estão buscando a tão esperada vaga, existem os que ainda estão empregados,que tem a preocupação da manutenção de sua vaga atual porque s empresas, em tempo de crise, além de não contratarem, demitem, e os critérios de demissão são:

  • Menor tempo de experiência;
  • Novos Funcionários;
  • Salários mais altos.

Isto tudo cria um clima de instabilidade, o que pode afetar até o rendimento dos profissionais.

A causa maior disto tudo é o fraco desempenho de nossa economia, mas há que se acrescentar  que o Brasil é amador em termos de projeções futuras e possui um sistema muito frágil para gerar a confiança necessária para que os profissionais avancem ou para que os jovens escolham sua carreira.

Por várias vezes li e assisti reportagens falando da escassez dos profissionais de engenharia e ficava estarrecido como de forma  tão simples e fácil falavam que não existiam engenheiros para trabalhar, quando na verdade não tínhamos engenheiros QUALIFICADOS para trabalhar, como até hoje não temos.

O número de engenheiros faltou em algum momento por motivos pontuais, PAC, Copa do Mundo Olimpíadas que tinham data e prazo para acabarem. A falta de profissionais seria verdadeira numa taxa de crescimento de mais de 4% ao ano, mas que não se mostrava sustentável, tanto que assistimos de forma clara o encolhimento de nosso país perdendo de forma rápida e assustadora os avanços  conquistados no passado.

Mesmo antes da crise fui um crítico forte em relação a afirmação de que não existia engenheiros suficientes no país.

O apagão de engenheiros foi pintado num cenário de PIB crescendo 5,4% em 2007 para estamos hoje em recessão. Estima-se que o Brasil possui, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), seis engenheiros para cada 100 mil habitantes.

Acontece que na China temos 13,4, na Coréia 16,4, mas no BRASIL os números mostram que temos mais que o dobro de espaço a alcançar., mas a economia precisa reeagir, o país precisa voltar a crescer.

Outra realidade é que temos um mercado cheio de profissionais de engenharia, mas poucos qualificados e dando os resultados que as empresas e o país precisam e esperam.

Mas diante de um cenário deste o que podemos esperar?

Esta crise realmente é muito grande, mas em 1996, quando me formei em engenharia, o cenário também não era promissor. A carreira de engenharia já havia sido esquecida pelos jovens e poucos eram os formados naquela época. Vários profissionais, após a formatura e com muita dificuldade em encontrar seu espaço no mercado, acabam migrando para outras áreas.

Podem perceber que vários diretores, CEO e gerentes de toda e qualquer área de trabalho possuem na carreira de engenharia sua base acadêmica. Isto por si só já nos torna um profissional valorizado em qualquer empresa,  pois a academia das ciências exatas nos prepara para desafios que podem facilmente ser adaptados para diversos cenários no mundo corporativo.

Assim que formei achei um espaço no próprio ramo, dificuldades de remuneração, baixa valorização, múltiplas funções e tarefas fazendo acumulo de rendas com aulas, projetos, assessorias e todo tipo de atividade para fazer com que o rendimento fosse maior do que aquele alcançado em uma única via, mas estou aqui até hoje na luta.

O tempo se passou, mercado se aqueceu e aquilo que poderia ter sido um erro se torna em uma excelente escolha: pleno emprego, salários altos,  várias vantagens, maior poder, melhores resultados, até que novamente, A CRISE.

Como as condições em que comecei minha carreira não foram as melhores possíveis, os efeitos desta crise não me assustam, apenas consolidam que tudo o que acontece em nossa volta nós é quem decidimos o que fazer.

Com a crise voltei a 20 anos quando era um recém formado, e estou me reiventando, com a vantagem de já ter experiência e saber que tudo nesta vida é passageiro.

Assim como a escassez fez parte do início de minha carreira, a fartura chegou no meio dela  e tenho certeza, esta crise também passará!

Quero estar aqui passa participar de tudo isto e poder dizer que escolhi NÃO DESISTIR!

Acreditar em você, naquilo que faz, manter seus princípios e trabalhar duro só podem trazer bons resultados para aqueles que acreditam.

Confie em você!

 

 

Segurança no Canteiro de Obras

Acidente de trabalho é um fator que preocupa a classe trabalhista e também os empresários. Em algumas  profissões, os riscos deles acontecerem são ainda maiores.

Hoje vamos falar sobre o setor da construção civil, grau de risco IV, o maior previsto na legislação, apontado como um dos locais com altos índices de acidente de trabalho.

De acordo com dados estatísticos da Previdência Social, levantados durante o ano de 2013, foram registrados 717.911 acidentes em canteiros de obras com 2.814 óbitos e 16.121 incapacidades permanentes sofridos por trabalhadores da construção civil.

Estes dados podem ser consultados no  Anuário Brasileiro de Proteção-2015.

Conforme constatamos, o número de acidentes no setor é alarmante, porém boa parte deles poderiam ter sido evitada, se os canteiros atendessem às normas de segurança estabelecidas.

As construtoras geralmente são responsabilizadas por essas tragédias, mas muitos trabalhadores também tem sua parcela de culpa. Alguns se recusam a seguir as normas e muitas vezes ignoram as ordens.

Levando em consideração essas duas causas, o ideal seria usar medidas de segurança que podem reduzir esse índice. Mas como isso deve ser feito?

Uma medida somente não basta. É preciso planejar e gerir muito bem todas as medidas para se alcançar um bom resultado e isso envolve a colaboração de todos que estão diretamente envolvidos na obra.

 

CUMPRIR AS NORMAS REGULAMENTARES

Em todos os segmentos existem normas estabelecidas para manter as condições de segurança do trabalho. Na construção civil, a norma que descreve sobre o tema é a NR-18. Ela está dividida em 39 itens que definem as melhores condições de trabalho e ambiente no setor.

Além dela, há ainda outras como as NR’s 4, 5, 6, 7 e 9 que complementam a questão da segurança no trabalho.

Elas servem para evitar os maus hábitos praticados por gestores e funcionários dentro do canteiro e que podem colocar em risco a segurança de todos.

 

RESPEITAR OS LIMITES

As obras em geral tem uma previsão de entrega, porém nem sempre ela é atendida e isso pode aumentar o risco de acidente.

Em diversos casos os gestores costumam exigir mais dedicação dos funcionários fazendo-os permanecer no local por tempo maior ao permitido e isso pode gerar um desgaste no trabalho.

Os serviços executados no canteiro de obra são pesados,  portanto precisa-se respeitar o período de descanso, tanto o empregado quanto o empregador tem responsabilidades sobre essa medida.

 

CONSCIENTIZAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS

Muitos funcionários chegam aos canteiros de obra oriundos do trabalho informal, onde estão habituados a não praticarem as normas de segurança.

Nestes casos as construtoras precisam investir em trabalhos de conscientização, apontando as vantagens de se usar os EPI’s (Equipamento de Proteção Individual) e os EPC’s (Equipamento de Proteção Coletiva), bem como orientar em relação às NR’s.

Deixar o trabalhador motivado e ciente de que essas atitudes diminuem os riscos que o trabalho já tem podem fazer a diferença.

Conscientizar é a melhor saída para evitar acidentes e promover a segurança no ambiente de trabalho.

Falar de segurança e aplicar a mesma nos canteiros precisa ser uma tarefa cotidiana e de extrema responsabilidade para todos da obra e realizada por todos da obra, afinal, cuidamos da nossa vida e daqueles com quem trabalhamos também.